Aqui é comum avistar-se a silhueta de um senhor de boina aos comandos de um qualquer chaço velho. Normalmente são seniores, já de alguma idade, reflexos lentos. A idade confere-lhes alguma indulgência e por norma não me costumo manifestar. Hoje, na minha curtíssima hora de almoço tive de ir a uma superfície comercial cá do burgo. Na rotunda apanho um destes senhores e cedo-lhe passagem. O senhor de boina avança devagarinho, piscas inexistentes, com toda a calma que qualquer tartaruga consideraria exasperante. Entra à minha frente nos acessos ao parque de estacionamento, prioridade inexistente sobre os demais mas que o senhor de boina considera ter. Ao fim de uns metros pára o carro sem razão aparente, no meio da faixa de rodagem e vejo-lhe agora que olha demoradamente em redor, ora para a esquerda, ora para a direita. E eis senão quando, com uma agilidade que não lhe imaginava, saca de um telemóvel e fica em amena cavaqueira a conversar.
Carro parado.
No meio da estrada.
Ao longe ainda conseguia ouvir " Ò amigo Faísca, que tal vai isso?"
claro, porque a conduzir não pode falar ao telemóvel :D
ResponderEliminarE o amigo Faísca não podia esperar :D
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